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TRAJE À VIANESA

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O Traje à Vianesa é um produto múltiplo, composto por um conjunto de peças, todas manufaturadas artesanalmente na região do Minho, cujo resultado final se deve à combinação poliédrica entre elas e ao modo como os adornos em ouro o enfeitam e sublinham.

 

É, hoje, um símbolo local e nacional, sendo também motivo de orgulho da diáspora onde existem inúmeros grupos folclóricos que primam pela arte do bem trajar e que sentem uma grande chieira nas suas raízes e nas tradições vianenses.

 

Considerado um dos maiores valores culturais do concelho, o traje está certificado mediante um documento que é o instrumento onde estão definidas as caraterísticas do “Traje à Vianesa”. O caderno de especificações define as caraterísticas do “Traje à Vianesa” e lista, fundamentando, todos os parâmetros que pesem para a sua certificação, nomeadamente o nome que identifique o produto e que neste caso terá derivações; referenciais histórico geográficos que contextualizem a ocorrência e a continuidade da produção; e a caraterização do produto: caraterísticas físicas (forma, dimensões, padrões, cores e desenhos predominantes); matérias-primas utilizadas; modos de produção (técnicas, saberes, ferramentas e equipamentos).

Durante um período de tempo, estes trajes passaram despercebidos a muitos, mas, desde que se começou a ter mais atenção à etnografia do nosso país, foi-se querendo saber mais acerca desta tão antiga tradição do saber trajar.

 

As moças cuidam da confecção do seu traje como o mesmo desvelo e talento que o ourives emprega na criação da filigrana ou o poeta no encadeamento dos seus versos.

Vários foram os escritores que lhe prestaram a maior atenção e dedicaram o seu estudo. Tal sucedeu com Cláudio Basto, cujo livro, “Traje à Vianesa”, ainda constitui uma obra de referência no domínio da etnografia portuguesa.

E, quando o enverga, a mulher minhota revela uma atitude elegante e digna que faz realçar ainda mais a sua beleza natural, salientando discretamente as suas formas graciosas e deslumbrando pelo brilho e o esplendor dos seus adornos a sua figura esbelta.

Disputam os folcloristas a origem do “traje à vianesa”, procuram saber onde o mesmo era utilizado e as formas como se apresentava.

Vasculham em velhas arcas carcomidas alguma peça de vestuário esquecida para questionarem a sua antiguidade. E questionam se o mesmo levava mais linho ou estopa, qual o comprimento original da saia e como deveria aparecer a algibeira sob o avental.

Festa do Traje

Todos os anos, aquando da Romaria da Nossa Senhora d'Agonia, se realiza a Festa do Traje, celebrando e partilhando, aquilo que é o traje à vianesa.

A Festa do Traje é uma lição de história e cultura, mas na forma de divertimento, por entre muita dança e música.
Junta a beleza e riqueza de todos os detalhes do traje típico de Viana do Castelo, ao rigor de uma cuidadosa explicação dos homens e mulheres mais entendidos no assunto. Um quadro ímpar, de homenagem à etnografia e ao folclore do Alto Minho, em que os curiosos e amantes da tradição são desafiados a perceberem a origem e história dos usos e costumes associados ao traje e, a arte de bem trajar e ‘ourar’ pela genuína moça de Viana.
O traje em linho, com várias cores características e formas, é um símbolo da região que a mulher de Viana envergou até aos finais do século XIX consoante a ocasião, momento da vida e o seu estatuto. O uso do ouro manifestava a riqueza da família, mas sobretudo o orgulho da mulher

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